Alta de preços recente não afeta inflação futura, diz Ministério da Economia

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Conclusão foi divulgada em relatório da Secretaria de Política Econômica

Por Agência Brasil | Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil | 14/12/2020 17:47

Agência Brasil
Dinheiro
Nicolas NogueiraMaior motivo da alta dos preços é encarecimentos dos alimentados

A alta recente dos índices de preços, decorrente principalmente do encarecimento dos alimentos, não afetou a inflação futura. A conclusão consta de relatório divulgado hoje (14) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia .

Intitulado Consolidação Fiscal e Inflação Esperada , o documento comparou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ultrapassou o centro da meta de 4% nos 12 meses terminados em novembro, com as taxas dos títulos públicos de dois, cinco e de dez anos, chamada de inflação implícita. A SPE constatou que a piora recente na inflação de curto prazo não se transmitiu para as taxas de longo prazo.

Na avaliação da SPE, o fato de as taxas de longo prazo não terem subido indica que os investidores estão confiantes de que o impacto dos preços dos alimentos sobre a inflação representa um fenômeno temporário. Para o órgão, isso indica que a confiança em relação à gestão da economia não se deteriorou nos últimos meses.

“As séries apresentadas sinalizam que a inflação observada no segundo semestre deste ano é pontual e limitada temporalmente. Pois, apesar da piora das expectativas da inflação de curto prazo, não há repasse da deterioração ocorrida neste ano para os preços dos ativos e expectativas de médio prazo”, ressaltou o relatório.Continua após a publicidade

O estudo também comparou o comportamento do IPCA e dos juros reais (juros nominal menos a inflação) na última década. Segundo a análise, a diferença entre os dois indicadores elevou-se nos últimos meses, mas ainda está inferior a momentos de volatilidade na economia, como em 2015 e 2016.

Segundo a SPE, a continuidade da política fiscal , com reformas estruturais e manutenção do teto de gastos , é essencial para manter as taxas dos títulos de médio prazo sob controle e segurar os juros em níveis baixos.

“A maior confiança de que a dívida pública é sustentável dá suporte ao regime de metas de inflação , tornando a política monetária crível. Dessa forma, a consolidação fiscal aumenta a convicção nos objetivos de longo prazo”, ressaltou o documento.

Para a SPE, o processo de consolidação fiscal iniciado em 2016, com a instituição do teto federal de gastos , que limita o crescimento das despesas públicas à inflação, foi essencial para reduzir a inflação implícita, expressa nas taxas de médio prazo, e baixar os juros ao mesmo tempo.

Fonte: undefined – iG @ https://economia.ig.com.br/2020-12-14/alta-de-precos-recente-nao-afeta-inflacao-futura-diz-ministerio-da-economia.html

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