Compras à vista já representam metade do e-commerce brasileiro

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Pesquisa Webshoppers revela crescimento da preferência por pagamentos únicos e sem juros

Além da previsão de que o e-commerce deve faturar R$ 53 bilhões em 2018, o 37º relatório Webshoppers, divulgado em março pela Ebit, traz outro dado surpreendente sobre o comércio eletrônico brasileiro: em 2017, metade dos produtos adquiridos online foi paga à vista. O dado difere de resultados anteriores, nos quais o cartão de crédito aparece como um importante financiador das compras virtuais.

Segundo a pesquisa, a importância das compras pagas via boleto bancário ou débito vem aumentando progressivamente ao longo dos anos. Em 2017, 49,8% das compras foram pagas à vista e 18,7%, em duas ou três parcelas. Já 31,5% dos produtos foram parcelados em mais de quatro vezes. No ano anterior, as compras à vista eram 42,2% do total; as divididas em até três meses, 24,5%; e as parceladas em mais vezes, 33,4%.

A quantidade média de parcelas também caiu de 3,5 em 2016 para 3,3 em 2017. No ano passado, 4,2 em cada dez compras parceladas foram feitas usando cartão de crédito, contra 6,4 divididas via cartão da loja. “Em busca de rentabilidade, lojas eletrônicas têm optado por oferecer prazos de parcelamento menores e com juros”, explica o presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti.

Guasti explica que o cartão de crédito se mantém como um meio de pagamento importante para o setor, mas que o cliente, principalmente em momentos de crise, tende a ser mais cauteloso.

“O consumidor opta por aproveitar os descontos para pagamento das compras em parcela única, economizando o possível em suas compras via comércio eletrônico”, diz Guasti. Para o Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP, as vendas à vista continuam aumentando e é possível afirmar que quase metade de todas as vendas online, atualmente, é paga sem parcelamento.

O relatório Webshoppers detalha também os resultados do comércio eletrônico e as preferências do consumidor para compras nacionais e internacionais. Segundo a pesquisa, ano passado, os brasileiros gastaram US$ 2,7 bi em sites estrangeiros, alta de 15%. Para as vendas nacionais, o faturamento foi de R$ 47 bilhões, impulsionado por aumento de pedidos.

Fonte: FecomercioSP

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