Dia das Crianças: apesar da pandemia, setor de brinquedos espera vender mais

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ABRINQ prevê crescimento de 3% em comparação ao ano passado; em 2019, o setor fechou em R$ 7,290 bilhões

Brasil Econômico
Criança apertando ursinho de pelúcia
iStockÉ esperado crescimento de 3% nas vendas de brinquedos este ano, segundo a ABRINQ

Com o Dia das Crianças se aproximando, surgem muitas dúvidas sobre o mercado, principalmente por conta do impacto da pandemia do Covid-19 (Sars-CoV-2) na economia e com a alta do desemprego . No entanto, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ) espera para este ano um crescimento de 3% em relação ao 2019.

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Em 2019, por exemplo, o mercado de brinquedos fechou em R$ 7,290 bilhões, mais de 6% acima do que o faturamento de 2018, que foi de R$ 6.871 bilhões – ano que já havia superado o anterior em quase 8%, segundo a associação.

De acordo com a estatística anual da ABRINQ, a sazonalidade das vendas em 2019 permaneceu semelhante aos anos anteriores, concentradas em 57% nos meses de julho a novembro. As vendas no Dia das Crianças e Natal correspondem por 65% do movimento anual. 

Pretensão de compras

Quanto a pretensão de compras deste ano, segundo uma pesquisa realizada pela Social Miner – empresa que une dados de consumo, tecnologia e humanização para otimização de sites – em parceria com a Opinion Box, 62% das pessoas que responderam a pesquisa irão comemorar a data, e dessas, 40% irão presentear.

Ainda segundo a pesquisa, algumas categorias se destacam por preferência de compras: brinquedos, 58%, roupas, 35% e jogos de videogame representando 23%. 

Seguindo essa tendência, Cinthia Araújo, 33, fotógrafa, pretende presentear as duas filhas mais velhas com créditos em jogos eletrônicos. “Antes, eu comprava novos brinquedos, mas este ano, por conta da idade e interesse delas, o crédito em jogo é mais válido”, conta.

Mulher de óculos 3 três crianças
Arquivo pessoal/Cinthia AraújoCinthia e as três filhas Joana, 10, Valentina, 8, e Maria Luísa, 2

Cinthia é mãe de três meninas. A mais nova, de dois anos, é a única que ganhará um brinquedo simples. Além disso, a fotógrafa diz que todos os anos doa os brinquedos que suas filhas não brincam mais para instituições que conhece.

“Acho isso tão importante! E nessa época, se cada um doasse um pouquinho, muita criança ficaria feliz”, ressalta.

Sem emprego, sem brinquedo

Comprar brinquedo não está na lista de prioridades de Gabriella Fernandes Ribeiro, 32 anos. Desempregada, a agente de aeroporto diz que por conta da situação, não comprará nada este ano para seus dois filhos. “Pretendo ficar com minha mãe e meu irmão para brincar com meus filhos em casa mesmo, já que estamos em um momento delicado e sair não é possível ainda”, diz.

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