Dólar fecha em queda, abaixo de R$ 3,80

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A moeda norte-americana recuou 0,74%, negociada a R$ 3,7914

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (18), com investidores aguardando a tramitação da reforma da Previdência no Congresso, com atenção especial para as expectativas sobre o envio das novas regras de aposentadoria para as Forças Armadas. A semana é marcada ainda por reuniões do Copom e do Federal Reserve.

A moeda norte-americana recuou 0,74%, negociada a R$ 3,7914. Veja mais cotações.

Reforma da Previdência
Na semana passada, líderes partidários afirmaram que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não votará a PEC da Previdência até que a proposta de reforma dos militares chegue ao Congresso. O mercado está atento a eventuais concessões que podem ser feitas aos militares em razão das mudanças, destaca a Reuters.

Em visita oficial a Washington até terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter no domingo para dizer que ainda não viu a proposta de mudanças nas regras de aposentadorias dos militares, apesar de o governo ter dito que enviará o texto ao Congresso até dia 20.

“O mercado precisaria de algo mais concreto (sobre Previdência), talvez na quarta-feira, quando teremos a agenda mais cheia. O mercado deve ficar mais cauteloso até lá”, disse à Reuters José Carlos Amado, operador de câmbio da Necton Corretora.
De olho nos juros
Também para esta semana, o mercado aguarda reunião do Copom, quando é esperado que se conheça um pouco mais sobre a postura do novo presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, sem previsão de mudanças na direção da política monetária.

No mesmo dia, autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) se reúnem. O mercado projeta que o Fed irá reforçar o tom mais favorável à manutenção da taxa de juros norte-americana no patamar atual, podendo até descartar uma nova alta para este ano.

“Tanto cá como lá se espera pela manutenção da taxa de juros, mas o que realmente está sob observação será a postura adotada pelas instituições mais adiante”, afirmou o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, em nota.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.

Intervenção do BC
O Banco Central anunciou para esta segunda-feira leilão de até 14,5 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril, no total de US$ 12,321 bilhões.

O dólar fechou em queda na sexta-feira (15), incentivado pelo resultado do leilão de aeroportos realizado pelo governo, com o apetite dos estrangeiros pelos 12 terminais refletindo positivamente no mercado doméstico. A moeda encerrou o dia vendida a R$ 3,8196, em queda de 0,75%.

Fonte: G1

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