Em tempos de quarentena, SINCOVARP e CDL RP incentivam vendas por telefone e internet

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Sistema Delivery pode ajudar lojistas que precisam de faturamento durante o período de fechamento obrigatório do comércio, devido ao avanço do Coronavírus COVID – 19; Veja dicas importantes de especialistas

Começaram a valer nesta terça-feira (24/3) os decretos estadual e municipal, que determinam o fechamento do comércio lojista de rua, shoppings centers e centros comerciais, até o próximo dia 7/4, salvo algumas exceções previstas nas medidas que visam combater o avanço do Coronavírus (COVID–19). No entanto, os decretos permitem que as lojas façam vendas por telefone ou pela internet, desde que as mercadorias sejam entregues no endereço indicado pelos consumidores, ou seja, o bom e velho sistema Delivery.

“O lojista não pode abrir as portas e realizar atendimento presencial ao público, para evitar aglomerações, mas pode vender com entrega a domicílio, desde que a atividade interna também não gere aglomeração de pessoas. Também é preciso seguir todas as recomendações de higiene e limpeza do espaço utilizado na operação”, explica Paulo César Garcia Lopes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (SINCOVARP) e da CDL Ribeirão Preto (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Paulo César Garcia Lopes, presidente do SINCOVARP e da CDL Ribeirão Preto

Dicas dos especialistas

Nesse cenário, o lojista pode, por exemplo, anunciar seus produtos e serviços no site, redes sociais ou pelo WhatsApp, usar um e-mail ou telefone de contato para receber as encomendas e entregá-las no endereço indicado.

Segundo Fernando Mansano, especialista em comércio eletrônico e presidente do ComEcomm – Comitê de Líderes de E-commerce, também é possível vender pelo Marketplace. “Trata-se de uma plataforma digital, igual a um shopping center. Várias marcas num mesmo local, só que cada uma com seu espaço de vendas online. Alguns exemplos são Mercado Livre, OLX, Submarino, Amazon, entre outros”, explica. 


Fernando Mansano, especialista em comércio eletrônico e presidente do ComEcomm – Comitê de Líderes de E-commerce

Ainda de acordo com Mansano, ter uma loja virtual própria é outra boa opção. “Nesse caso, é importante focar num universo de produtos pequeno, aqueles de maior giro. É a velha técnica do 80/20, ou seja, focar nos 20% (ou menos) dos produtos que representam 80% das vendas. Assim é mais rápido subir uma loja virtual com sua marca para expor um catálogo online aos clientes. Também ajuda a automatizar algumas atividades, como a apresentação e explicação dos produtos, negociação, cálculo de frete e pagamento, além do pedido chegar estruturado de forma a facilitar a emissão do documento fiscal”, diz.

Para a especialista em marketing digital, Karen Fabiane, diretora do Grupo Núcleo360o – Comunicação e Marketing, dependendo da complexidade do mix de produtos é possível montar um site ou uma loja virtual em poucos dias e começar a vender. “São plataformas enxutas e profissionais, com design e navegabilidade fácil, que permitem destacar marcas, produtos e serviços de uma forma atraente para o consumidor. Ainda dá pra integrar meio de pagamento eletrônico”, afirma.

Ainda segundo Karen, é importante que sejam ferramentas acessíveis para micros e pequenos lojistas. “Ainda mais nesse momento tão difícil que chegou de repente e prejudicou as vendas nas lojas físicas”, conclui.

Karen Fabiane, diretora do Grupo Núcleo360o – Comunicação e Marketing e especialista em marketing digital

Números

Nos quinze primeiros dias de março, já com a epidemia de Coronavírus ocupando os noticiários mundo afora, o E-commerce cresceu 40% em volume de pedidos e, desde o último final de semana, algumas lojas virtuais tiveram alta de 180% nas vendas em algumas categorias como alimentos e saúde. Já as demais categorias não essenciais, nesse mesmo período, tiveram 30% de crescimento.

“Na região de Ribeirão Preto não é diferente, diversas empresas estão sobrecarregadas devido ao aumento repentino de pedidos online, mas sem problema de falta de estoque. Uma rede de supermercados da região, por exemplo, divulgou essa semana que tinha uma média de 150 pedidos/dia na loja virtual e o volume saltou para 2 mil pedidos/dia, o que fez aumentar o prazo de entrega”, analisa Fernando Mansano, do ComEcomm.

Papel importante

Para André Rezende, superintendente da CDL Ribeirão Preto, o E-commerce e toda a cadeia logística estão cumprindo um papel fundamental para a sociedade, na região, no país e no planeta. “É uma modalidade que já vinha crescendo na casa de dois dígitos ao ano, conquistando os consumidores pela conveniência, segurança e rapidez, e agora, mais do que nunca, representa um canal de vendas essencial e dos poucos possíveis para comprar de forma segura, evitando exposição ao Coronavírus”, comenta.

André Rezende, superintendente da CDL Ribeirão Preto

Rezende também destaca o esforço de CDL Ribeirão Preto e SINCOVARP para dar o máximo de apoio aos lojistas nessa fase tão complicada. “Temos de buscar todas as alternativas para tentar garantir o que for possível em termos de vendas. Isso ajuda a minimizar prejuízos e faz com que os comerciantes melhorem seus negócios. Quando a crise passar, esses estarão melhor posicionados para a retomada”, conclui.

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