IBGE: Mais de 3 milhões de pessoas perderam trabalho nos últimos 3 meses

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Taxa de desocupação no país é de 13,7% - Camila Domingues/Palácio Piratini
Taxa de desocupação no país é de 13,7%Imagem: Camila Domingues/Palácio Piratini

Do UOL, em São Paulo

Mais de três milhões de brasileiros perderam o trabalho nos últimos três meses, divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice faz parte da pesquisa Pnad Covid (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid), que mede o impacto do da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

De acordo com a pesquisa, na quarta semana de julho (19 a 25 de julho) o número de pessoas desocupadas chegou a 12,9 milhões de pessoas. No início de maio, quando a pesquisa teve início, 9,8 milhões estavam sem trabalho. Desta maneira, a taxa de desocupação chegou a 13,7%.

“Comparando com o início da pesquisa, o saldo da nossa investigação é que a população ocupada está menor, em 2,9 milhões de pessoas. A população desocupada está maior, pouco mais de 3 milhões de pessoas. E a taxa de desocupação também está maior em 3,2 pontos percentuais. Isso num contexto em que a população informal vem caindo também”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

O número total de população ocupada do país é de 81,2 milhões na semana de 19 a 25 de julho. O índice apresenta estabilidade em relação à semana anterior (81,8 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

Vale lembrar que o índice do Pnad Covid não é utilizado como taxa oficial de desemprego no Brasil, que é medido pelo Pnad contínua. As metodologias usadas são diferentes.

Em relação à terceira semana de julho, a taxa de informalidade subiu de 32,5% para 33,5%, com 27,2 milhões de pessoas nesta situação.

“Vimos na divulgação da semana passada que essa população tinha caído. É uma força de trabalho que oscila bastante nessas comparações curtas. As pessoas entram e saem da força de trabalho com muita facilidade. Com mais facilidade que a população ocupada, que é formalizada”, disse a coordenadora da pesquisa.

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