Metade das pequenas espera avanço das vendas no primeiro trimestre

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Levantamento do Insper e do Santander mostra, por outro lado, que 10,56% dos negócios ainda projetam queda nas saídas de mercadorias; mas inflação e juros baixos estão ajudando confiança

Metade das pequenas e médias empresas brasileiras (49,55%) espera aumento das vendas no primeiro trimestre, enquanto outra parcela de 39,90% prevê estabilidade no volume de saídas de mercadorias e de prestação de serviços.

Por outro lado, 10,56% dos negócios ainda contam com uma redução das vendas até março. A sondagem faz parte do Índice de Confiança do Pequeno e Médio (IC-PMN), elaborado pelo Insper e pelo Banco Santander. O levantamento abrange empresas dos três principais setores: comércio, serviços e indústria.

O professor e pesquisador do Insper, Gino Olivares, avalia que os números apontam para um quadro positivo da recuperação da confiança, impactado, principalmente, pela redução da inflação e da taxa básica de juros da economia (Selic), fatores que contribuíram para uma recomposição da renda das famílias.

“Depois de [três] trimestres consecutivos de crescimento, com inflação e juros baixos fica claro para todos – particularmente para os pequenos e médios, pois eles têm uma sensibilidade maior em relação ao ritmo da atividade – que a economia está efetivamente melhorando. Por isso eles estão esperando uma recuperação das vendas”, diz Olivares.

Ele pondera, por outro lado, que os cerca de 40% que esperam estabilidade no volume de saídas são reflexo de uma retomada mais gradual e de um receio dos empreendedores com o ambiente político e fiscal.

Já o superintendente executivo do segmento Negócios & Empresas do Santander, Alexandre Teixeira de Araújo, lê essa expectativa de estabilidade como positiva, uma vez que ela indica que uma boa parte das empresas já se ajustou (ou seja, reduziram gastos, inadimplência, entre outros).

“Os 40% que esperam estabilidade apontam um cenário muito mais confiante do que foi o período anterior, quando os empreendedores estavam preocupados se as vendas iriam cair mais”, diz Araújo.

O superintendente acrescenta que as empresas que já se ajustaram irão conseguir aproveitar melhor este período de inflação e de juros baixos para elevar a margem de lucro.

Eleições gerais
Para Olivares, a expectativa de venda pode ter redução caso a incerteza com relação às eleições seja muito elevada. “No entanto, no final do dia, o ambiente macroeconômico deve controlar os riscos”, destaca.

Na avaliação de Araújo, as pequenas e médias empresas sofrem menos influência de aspectos políticos do que as grandes. “A atividade da pequena depende mais do seu ambiente mais próximo, da renda das pessoas de um bairro, do contexto econômico de seu entorno”, considera.

Olivares destaca que os dados da expectativa de vendas por setor e região mostram que a expansão da confiança está bastante disseminada. Uma parcela de 48,71% das pequenas e médias do comércio esperam aumento das vendas no primeiro trimestre, enquanto nos serviços e na indústria, essas proporções são de 53,41% e de 45,68%, respectivamente. No Centro-Oeste, essa parcela é de 49,49%, no Nordeste, de 51,96% e no Norte, de 48,89%. Já no Sudeste e no Sul, as parcelas são de 50% e 47,25%, respectivamente.

Fonte: DCI

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