No radar do empreendedor: confira cinco tendências para o varejo este ano

Dólar opera em alta e chega a bater R$ 4,30
7 de fevereiro de 2020
Setores de comércio e serviços abriram 171.149 vagas formais em 2019
11 de fevereiro de 2020

Lojas com experiências, preocupadas com a diversidade e inclusão além de estímulo a parcerias são alguns dos conceitos que tornam os negócios mais competitivos

Enxergar a diversidade e a inclusão, estimular parcerias, melhorar as experiências de consumo, assim como apostar no segmento de usados e nas lojas digitais são algumas das tendências que devem tornar mais competitivos os negócios alinhados com estes conceitos.

Quem quiser conquistar mercado em 2020 vai precisar focar nas pessoas e ter um negócio com propósito também. É o que aponta os especialistas em varejo que, a pedido do CORREIO, destacaram cinco destas estratégias que estão em alta para este ano e podem servir de inspiração para o empreendedor (veja ao lado).

“De uma forma mais ampla, as marcas que têm uma boa intenção e usam isso para dialogar com o consumidor vão ganhar a preferência. Entre os exemplos, podemos citar a marca de higiene bucal Hello que aposta na produção amigável com o meio ambiente de ponta a ponta, que vai da embalagem até a escova dental 100% reciclável”, afirma a diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Patricia Cotti.

Não por um acaso, a marca norte-americana foi comprada no final do mês de janeiro pelo grupo Colgate-Palmolive pelo forte apelo entre o publico consumidor mais jovem.

“É muito importante alinhar a tendência do propósito com o consumidor da geração millennials, que tem uma preocupação grande com a sustentabilidade não só com o meio ambiente, mas com o consumo responsável”, acrescenta Patricia.

Ainda nesta linha de negócios conscientes, outra abordagem que ganha espaço está nos negócios comprometidos com a diversidade e inclusão, como pontua o consultor e CEO do escritório MQ Design de Consumo, Mauricio Queiroz. “As marcas estão se comunicando de forma mais inclusiva e diversa. Esta atitude é mais que uma aposta para conquistar o cliente e sim, uma questão ética em aceitar as diversidades do ser humano”, diz ele.

Outras duas tendências também conversam com esta proposta mais consciente – a intermediação e venda de artigos usados e parceria entre marcas, também conhecidas como ‘collabs’. “A colaboração é uma forma muito fácil de trazer um ‘refresh’, uma inovação e ter um produto que talvez você não teria sucesso tendo isso na sua coleção, mas com uma marca de mesma sinergia dentro do seu espaço de venda isso já faz sentido”, analisa.

Não por um acaso os termos“comunidade” e “engajamento” são cada vez mais utilizado no mundo dos negócios e se refletem, principalmente nas lojas colaborativas. “Algumas lojas consideradas Community Stores trazem designers, colaboradores, produtores da região para e conectam esses profissionais à comunidade local”.

O diferencial, de acordo com Queiroz vem com a estratégia de valorização de pessoas. “Estamos falando de um maior cuidado a questão de inclusão, do relacionamento, em ter uma loja divertida e com valores muito claros quanto a sustentabilidade e a ética”.

Experiências

Este mesmo consumidor, segundo o diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Nuno Fouto, tem mais condições de comparar as ofertas, sensibilidade ao preço e ao atendimento. “O consumidor que vem junto com estas tendências é mais atento preço. Pesquisa, compara e avalia também o atendimento”.

E por falar em experiência, mais do que nunca, o negócio precisa vender mais a sua marca e o que ela proporciona do que o produto propriamente dito. Aquele conceito de loja só de prateleira e balcão vai ficar para trás”. Quando falamos de experiências, o consumidor quer encontrar mais o sortimento, ambientação e atendimento que agregue valor ao produto ou serviço”, diz.

A loja física vai ser cada vez mais aquele ambiente que o consumidor quer estar, passear, conhecer o produto – ainda que não faça nenhuma compra. A gestão de dados dos clientes pode ajudar muito. “O processamento destes dados é fundamental para aumentar a vantagem competitiva e identificar o cliente quer não só encontrar, mas principalmente experimentar na loja”, completa.

CINCO TEMAS EM ALTA NO MERCADO

  1. Loja digital A infraestrutura de comunicação e de processamento de dados, possibilitam oportunidades de atendimento mais rápido e eficaz. O diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Nuno Fouto, destaca esta vantagem: “A oferta digital tende a ser maior e mais competitiva”
  2. Negócios com consciência de Diversidade e Inclusão É consenso que os negócios que não estiverem preparados para lidar com consciência e inclusão, em toda sua cadeia produtiva, terão problemas com seus consumidores. Para o consultor e CEO do escritório MQ Design de Consumo, Mauricio Queiroz, é um compromisso para todos os negócios. “A aceitação da diversidade é uma questão ética. O que nós vemos é que hoje é muito mal visto você ter qualquer tipo de racismo ou ter um espaço que não está adaptado por algum tipo de necessidade especial”
  3. Parceria e colaboração É enxergar até mesmo naquele concorrente um oportunidade partceria e mais ganho de mercado, como explica a diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Patricia Cotti: “ No Brasil a gente já vê, por exemplo, a Ri Rappy dentro do Extra Supermercado. São parcerias que estão preocupadas, na verdade, com a jornada de consumo como um todo, entendendo o que o consumidor pode consumir além dos itens desta loja”, analisa
  4. Retailment (lojas físicas com experiências) Mais experiência do que posse. O consumidor de hoje compra o que a empresa é e não o que a ela tem para vender. Para o consultor e CEO do escritório MQ Design de Consumo, Mauricio Queiroz, o desafio é é fazer com que esse consumidor vá até a loja, tenha uma experiência agradável e se identifique com a marca. “Quando a gente fala de ‘Retailment’ é uma loja que de fato se torna uma atração, que independente de você comprar ou não, a experiência é agradável. O que a gente vê é que as loja estão se adaptando com o que o consumidor quer”, afirma
  5. Venda de peças usadas ou aluguel (economia colaborativa) Outra tendência que segundo a diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Patricia Cotti, deve se expandir ainda mais este ano, junto com o conceito de consumo consciente. “A uberização da economia está aí. Eu uso um vestido três vezes e eu não tenho problema nenhum em vender ele para outra pessoa. Essa questão do aluguel e da revenda vai ganhar bastante espaço, principalmente entre os consumidores da geração millennials”

Fonte: Correio 24 horas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *