Vendas do comércio de Ribeirão Preto caem -1,78% em abril de 2017

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Apesar da variação negativa os setores de Vestuário, Ótica e Calçados tiveram resultados positivos

As vendas do comércio de Ribeirão Preto (SP) tiveram queda de -1,78% em abril de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a variação foi de -4,07, é o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo SINCOVARP (Sindicato do Comercio Varejista de Ribeirão Preto). Entre as empresas entrevistadas, 50,0%apresentaram quedas, enquanto, 41,7% declararam crescimento e 8,3% disseram que as vendas foram equivalentes nos dois períodos comparados.

Setorial – Apesar do resultado geral negativo, alguns setores obtiveram crescimento nas vendas. O melhor resultado foi apresentado por Vestuário (+4,77%), seguido por Ótica (+1,48%) e Calçados (+1,13%). Os resultados negativos ficaram por conta de Móveis (-8,24%), Cine/Foto (–5,53%), Livraria/Papelaria (–4,97%), Presentes (– 2,80%), Tecidos/Enxoval (–0,96%) e Eletrodomésticos (–0,86%).

Emprego – No emprego, a pesquisa apurou uma queda média no número de postos de trabalho do comércio de Ribeirão Preto de –0,68% no mês de abril 2017. Entre as empresas entrevistadas 93,7% mantiveram o número de funcionários no período, enquanto 6,3% demitiram e nenhuma das entrevistadas contratou. O setor que apresentou maior redução no número de postos de trabalho foi Móveis (–3,33%), seguido por Livraria/Papelaria (–2,38%) e Tecidos/Enxoval (–0,44%).

Análise – Para Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP e responsável pela pesquisa, um resultado negativo é sempre recebido com apreensão. “Havia uma expectativa de melhoria econômica, ainda que gradativa, vinda do movimento do governo em torno das reformas trabalhista e da previdência. O governo federal caminhava no sentido de consolidar estas reformas que há muito deveriam ter sido realizadas no país, no entanto, devido aos recentes acontecimentos, tudo foi posto a perder”, comenta.

“O ambiente político brasileiro tem demonstrado uma capacidade infindável de gerar fatos negativos que acabam por refletir negativamente na economia, piorando o cenário e empurrando cada vez mais para longe a retomada do crescimento. Os agentes econômicos não lidam bem com a incerteza, consumidores restringem seu consumo e empresários adiam investimentos. Só o que nos resta é ficarmos de olho nos acontecimentos da cena política e esperar que em algum momento qualquer que um dos três poderes se dê conta de que com a economia enfraquecida todos perdem, inclusive eles”, finaliza Rodrigues.

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