Vendas do comércio de Ribeirão Preto registram queda em março

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Tecidos/Enxoval foi o único setor que apresentou crescimento no período; cartão de crédito continua sendo a principal forma de pagamento

As vendas do comércio de Ribeirão Preto tiveram queda de ­1,99% em março de 2019 quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 54,2% consideraram as vendas deste ano piores do que as do mesmo período de 2018, enquanto 35,4% apontaram o contrário e 10,4% disseram que foram equivalentes.

Setorial – Entre os setores, o único que apresentou elevação foi Tecidos/Enxoval (0,70%). Os índices negativos foram em Eletrodomésticos (5,36%), Cine/Foto (3,19%), Livraria/Papelaria (2,89%), Calçados (2,51%), Vestuário (2,00%), Ótica (1,27%), Móveis (1,20%) e Presentes (0,20%).

Empregos – Com relação ao emprego, o resultado apurado foi de estabilidade, com uma leve retração na média do número de postos de trabalho de 0,01%. Entre as empresas entrevistadas, 95,8% mantiveram seus quadros funcionais inalterados em março, enquanto 2,1% contrataram e outras 2,1%, demitiram no período.

Entre os setores, Livraria/Papelaria reduziu seus postos em 0,70%. Já Eletrodomésticos elevou seus quadros em 0,59% equilibrando o emprego no segmento.

Modalidade de pagamento – No que se refere aos meios de pagamentos utilizados no comércio, o cartão de crédito continua o principal, com 53,40% das transações efetuadas, seguido pelas vendas à vista (33,96%) e a prazo (12,64%), por meio de carnês ou cheques pré-datados.

O segmento com maior utilização do cartão de crédito foi o de Ótica (70,00%), já as vendas à vista aparecem mais no setor de Livraria/Papelaria (56,67%). A grande participação de venda a prazo, por meio de carnês ou cheques pré-datados, aparece em Móveis (24,00%).

Análise – Segundo o economista do SINCOVARP, Marcelo Bosi Rodrigues, responsável pelo estudo, os números retratam o que vem acontecendo com a economia do país como um todo. “O varejo é o segmento final da cadeia produtiva, onde o chamado consumidor final irá adquirir os produtos para sua própria utilização, não visa revenda e nem transformação. Com um universo de 13,1 milhões de desempregados por todo o país, torna-se cada vez mais difícil observar uma reação da economia vinda do varejo”, comenta.

“Neste cenário, a incerteza é o grande fator de engessamento, após as eleições do ano passado havia uma expectativa de que a economia voltasse a crescer, ainda que lentamente, no entanto, o cenário político permanece complicado e os agentes governamentais não dão sinais de sensibilidade com a necessidade de uma agenda acelerada de reformas e sacrifícios. O dinheiro está curto, e ficará mais ainda se a economia continuar parada”, afirma Rodrigues. 

“Como diria meu pai: ‘estão matando a galinha dos ovos de ouro’, que no caso, são os empresários que pagam impostos, mas os políticos parecem não se importar com isso”, finaliza Rodrigues.

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