Vendas do comércio de Ribeirão Preto têm queda de -2,27% em agosto

Comércio de Ribeirão Preto projeta fim de ano positivo
3 de janeiro de 2017
Queda nas vendas desacelera no comércio de Ribeirão Preto
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Apesar do resultado negativo, números mostram uma reversão na tendência de baixa; setores de Móveis e Cine/Foto tiveram crescimento

As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto (SP) apresentaram queda de –2,27%, em agosto de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado quando a variação foi de -5,24%. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo SINCOVARP – Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região.  Apesar do resultado negativo – 21º mês consecutivo de redução nas vendas – o indicador revela uma reversão na tendência de queda já para esse ano.

Entre as empresas entrevistadas, 54,2% declararam que as vendas de agosto de 2016 foram inferiores às do mesmo mês do ano passado, enquanto 37,5%consideraram o contrário e 8,3%, disseram que foram equivalentes nos dois períodos.

Setorial – O pior resultado foi apresentado pelo setor de Livraria/Papelaria (–6,40%), seguido por Eletrodomésticos (–5,63%), Tecidos/Enxoval (–4,26%), Ótica (–3,45%), Vestuário (–2,69%), Presentes (–0,80%) e Calçados (–0,50%). A variação positiva ficou por conta dos setores de Móveis (+2,00%) e Cine/Foto (+1,29%).

Emprego – Em agosto de 2016, o estudo apurou uma redução média de –0,27%, no número de postos de trabalho do comércio local. Entre as empresas entrevistadas, 95,8% declararam não terem alterado seu número de colaboradores, enquanto 4,2% disseram ter reduzido e nenhuma contratou. Os setores que demitiram foram os de Vestuário e Livraria/Papelaria, com reduções de –2,08% e -0,34%, respectivamente, em seus quadros de funcionários.

Análise – Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP e responsável pela pesquisa, os números apurados são o reflexo do momento econômico que o país vive. “A estagnação da economia tem causado redução do investimento e consequente aumento nos índices de desemprego, estacionando o consumo”, explica.

Ainda de acordo com Bosi, o fim do governo interino de Temer faz com que as certezas comecem a aparecer no horizonte. “As decisões da nova equipe econômica, numa direção avalizada pelo mercado, dão sinais de que a casa começa a ser arrumada. Mas não se pode esquecer que os agentes políticos ainda são os mesmos. Todos querem acreditar que estamos de novo rumo ao crescimento econômico, no entanto, é bom lembrar que esse caminho é lento e esbarra em várias dificuldades. As reformas que precisam ser aprovadas não são consenso entre os parlamentares e as quedas de braço podem ser intensas. Sim, o pior já passou, mas é preciso reencontrar o caminho do crescimento e reconstruí-lo tijolo a tijolo”, finaliza o economista.

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