Vendas do comércio de Ribeirão Preto têm queda de 3,99% em maio

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Greve dos caminhoneiros intensificou o saldo negativo; empregos registraram alta de 0,07%

As vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram queda de 3,99% em maio de 2018, quando comparadas ao mesmo mês de 2017. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 72,9% declararam diminuição nas vendas em relação ao ano passado, 25,0% disseram que 2018 foi melhor e, 2,1% afirmaram que os períodos foram equivalentes.

“O resultado negativo foi intensificado no final do mês em decorrência da paralisação dos transportadores em todo o país, o que colocou a economia numa espécie de congelamento por quase uma semana”, avalia o economista Marcelo Bosi Rodrigues, responsável pelo estudo.

Setorial – Entre os setores, todos apresentaram resultados negativos, sendo que o pior desempenho foi de Livraria/Papelaria (6,50%), seguido por Tecidos/Enxoval (5,58%), Vestuário (5,44%), Presentes (4,60%), Cine/Foto (4,41%), Móveis (4,00%), Calçados (2,25%), Ótica (1,80%) e Eletrodomésticos (1,35%).

Emprego – Com relação ao emprego, a pesquisa apurou um crescimento muito tímido de 0,07%, que pode ser considerado como estabilidade no número de postos de trabalho do comércio.  Entre as empresas entrevistadas, 93,7% declararam ter mantido o número de empregados em maio, enquanto 4,2% demitiram e 2,1% contrataram no período.

Entre os setores, Móveis apresentou aumento médio no número de postos de trabalho de 4,00%, enquanto Presentes e Vestuário tiveram quedas respectivas de 2,00% e 1,39% nos quadros funcionais durante o mês de maio.

Análise – Segundo Rodrigues, maio contava com expectativas altas por conta do Dia das Mães, considerada a segunda melhor data em vendas para o varejo em geral. “Infelizmente o clima de desesperança e apatia tomou conta do consumidor que terminou o mês apenas pensando se teria gasolina para trabalhar no dia seguinte. A paralisação fugiu do controle e expôs a grande dependência que o país tem em relação ao transporte rodoviário de cargas. Sem caminhões o país parou e as filas nos postos de combustíveis ficaram enormes. Vivemos uma semana de tensão e incertezas, sentimentos que minam a economia e levam os consumidores a segurarem suas decisões de compras interrompendo ainda mais uma economia que vinha se recuperando a passos de formiga”, comenta.

“O resultado do prejuízo geral ainda está sendo calculado por cada setor, na minha avaliação, o principal reflexo é a redução ainda mais acentuada das expectativas dos agentes econômicos, o que contribui com o “engessamento” da economia”, observa Rodrigues.

Para Rodrigues, está muito difícil fazer qualquer previsão para o futuro, ainda mais com uma Copa do Mundo acontecendo e com eleições federais e estaduais pela frente. O câmbio segue pressionado para cima, mas a inflação continua abaixo do centro da meta, mesmo com o aumento dos preços do frete e dos combustíveis, isso permite que o Banco Central mantenha os juros em um dos menores patamares da história, mas o efeito dessa variável sobre a economia real não é sentido. Enfim, o cenário pela frente ainda é de muita indefinição e, novamente, indefinição não é bom para a economia. Só nos resta esperar, mas de verdade, não se sabe nem mesmo pelo que se deve torcer”, finaliza.

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