Vendas no comércio de Ribeirão Preto têm queda de -0,63% em setembro

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As vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram em setembro de 2017 queda de -0,63%, comparadas com o mesmo mês em 2016, quando a variação foi de -1,60%. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 45,8% consideraram que venderam mais em setembro de 2016, enquanto 43,8% declararam o contrário e, para 10,4%, as vendas foram equivalentes nos dois períodos.

Setorial

Entre os setores pesquisados, quatro apontaram quedas e, cinco, elevações. O pior resultado foi Cine/Foto (–8,85%), seguido por Presentes (–6,20%), Livraria/Papelaria (–5,17%)e Ótica (–1,74%). Do lado positivo, Vestuário (5,88%), setor que mais tem se recuperado após a crise, Calçados (3,65%), Eletrodomésticos e Móveis, ambos com 2,52% e Tecidos/Enxoval (1,75%).

“Embora o maioria dos segmentos tenha mostrado aumento nas vendas, a média ficou negativa devido à intensidade das quedas apresentadas pelos setores com reduções”, explica Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP, responsável pelo estudo.

Emprego

Com relação ao emprego, setembro de 2017 contou com um aumento médio do número de postos de trabalho de 0,38%. Entre as empresas pesquisadas 93,7% mantiveram seus funcionários, enquanto 4,2% contrataram e 2,1% demitiram. Nos setores, Ótica aumentou o número de colaboradores em 5,56%. Já Vestuário reduziu –2,50%.

“Mesmo com variação pequena, o resultado aponta disposição das empresas em aumentar a equipe para o final do ano, uma vez que os quadros do comércio estão bastante enxutos”, avalia Rodrigues.

Modalidade de pagamento

No que se refere à forma de pagamentos das vendas no varejo, o cartão de crédito é responsável por 53,05%. Compras à vista representam 32,46% do total de transações e a prazo (cheques pré-datados ou carnês), responde por 14,49%.

Segundo Rodrigues, é possível observar que este perfil tem se mantido relativamente estável desde 2013. Com predominância dos pagamentos com cartão de crédito, seguido pela opção à vista.

Análise

O cenário geral da economia não tem exibido grandes alterações. “Após um período de crise mais aguda, os agentes econômicos viram que o mundo não iria acabar, mas que os efeitos nocivos da política de gastos públicos excessivos e a falta de empenho em realizar as reformas necessárias dos governos passados também não se dissipariam como numa mágica. Sendo assim, só resta as famílias e as empresas retomarem suas atividades de consumo e de produção com a máxima prudência e austeridade possível. Essa lógica vem dando o tom da retomada da atividade econômica que passamos a viver, não devemos esperar grandes saltos de crescimento, mas gradativamente a economia deve retornar aos trilhos e crescer lentamente”, finaliza Rodrigues.

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