Confiança do setor de comércio e serviços atinge patamar pré-pandemia, diz FGV

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Confiança do setor de comércio e serviços atinge patamar pré-pandemia, diz FGV

Nos serviços, confiança atinge maior nível desde março de 2014, enquanto indicador do varejo registra maior alta desde janeiro de 2019. Desemprego recorde e inflação alta desafiam retomada

Comerciantes acreditam em recuperação econômica nos próximos meses
Reprodução: ACidade ONComerciantes acreditam em recuperação econômica nos próximos meses

O avanço da vacinação tem levado os índices de confiança de serviços e comércio a atingirem níveis bem superiores ao patamar pré-pandemia, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE) nesta quinta-feira (29). 

O indicador de confiança do comércio subiu de 95,9 em junho para 101,0 pontos em julho, nível mais alto desde janeiro de 2019 (102,3 pontos). Já o indicador de serviços passou de 93,8 para 98 em julho. É o maior nível desde março de 2014 (98,3).

Otimismo no curto e médio prazo

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, destaca que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou pelo quarto mês consecutivo, superando o nível pré-pandemia e retornando a patamar mais alto desde 2014.

O otimismo com relação aos próximos meses tem sido intenso entre as empresas, que esperam um aumento da demanda por serviços que foram preteridos durante à crise. Além disso, a baixa base de comparação a expectativa de controle da pandemia, ajudam a explicar o resultado.

“O Índice de Expectativas voltou a ficar acima dos 100 pontos, sugerindo um certo otimismo com o curto e médio prazo. A aceleração do programa de vacinação, o recrudescimento da pandemia e continuidade na flexibilização de algumas medidas restritivas parecem estar influenciando positivamente no humor dos empresários do setor”, avaliou Tobler.

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Melhora no ritmo de vendas

Já a confiança do comércio voltou a acelerar no início do segundo semestre, segundo Tobler, economista do FGV Ibre.

“Os empresários do setor continuam observando melhora no ritmo de vendas, e nesse mês, as expectativas com os próximos meses também voltaram a melhorar”.

O economista avalia, porém, que a manutenção dos resultados positivos no varejo depende do avanço no programa de vacinação e da melhora da confiança dos consumidores.

O desemprego continua em patamar recorde e a seca deve provocar nova alta no preço dos alimentos, pressionando a inflação.

“Um cenário que ainda contém riscos e que carece da recuperação do mercado de trabalho”, avalia Rodolpho Tobler, que também é coordenador da Sondagem do Comércio do FGV Ibre.

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