Vendas do comércio de Ribeirão Preto têm o primeiro resultado positivo de 2017

Nível de estoques do varejo tem ligeira alta em agosto e já sinaliza retomada econômica
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Varejo apresentou crescimento de 0,08% em julho de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado; geração de empregos também teve alta

Pela primeira vez em 2017 as vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram índices positivos. Julho de 2017 teve um leve crescimento de 0,08%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado interrompe uma sequência de seis meses consecutivos de variações negativas. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP).

Mesmo com este saldo positivo, para 50,0% das empresas entrevistadas, as vendas foram piores em julho de 2017 do que em julho de 2016 enquanto, 43,7% declararam o contrário e 6,3% disseram que foram equivalentes nos dois períodos. “Apesar de não ser um crescimento expressivo, o fato de termos um número positivo traz esperança para o varejo neste início de segundo semestre”, avalia Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP, responsável pelo estudo.

Emprego

Segundo a pesquisa, houve aumento no número de postos de trabalho do comércio de 0,07% em julho de 2017. Entre as empresas entrevistadas, 95,8% mantiveram o número de empregados, enquanto 2,1% declararam que contrataram e o mesmo percentual, 2,1%, demitiu. Entre os setores, Tecidos/Enxoval contratou, aumentando seus quadros em 0,95%, enquanto Livraria/Papelaria demitiu, reduzindo seus quadros em –0,35%.

Setorial

Entre os setores, o melhor desempenho foi mostrado por Vestuário, com uma elevação de 6,52% em relação a julho de 2016, seguido por Tecidos/Enxoval(2,61%), Eletrodomésticos(2,24%) e Presentes (1,22%). Entre os segmentos com quedas, o pior resultado foi em Móveis (-6,62%), na sequência Livraria/Papelaria (–3,27%), Cine/Foto (–1,20%), Calçados (–0,76%) e Ótica (–0,05%).

Análise

O cenário econômico do comércio começa a esboçar uma reação, ainda frágil, mas é um começo. “O setor de vestuário tem se destacado dos demais, esboçando uma recuperação mais acentuada. Esse comportamento está relacionado com os valores dos produtos comercializados e com a característica de recorrência de seu consumo, uma vez que o consumidor está receoso e inseguro, deseja gastar pouco, não comprometendo a renda no longo prazo. Ele está comprando apenas o que considera necessário”, comenta Rodrigues.

Para o economista, as contratações, apesar de positivas foram tímidas. “Demonstram por parte do lojista a mesma indecisão vinda do consumo, com efetivações acontecendo apenas no sentido de repor a equipe que já está no seu limite inferior”, diz.

“De modo geral o quadro indica muita desconfiança e pouca ousadia, para consumidores e empresários. O ambiente político pouco colabora com a melhoria da percepção destes agentes. Estamos presos em um impasse que atinge diretamente o coração da economia: o setor produtivo e os cidadãos que trabalham, pagam impostos e sustentam toda essa máquina governamental. Eles não suportam mais o peso desta estrutura cara e ineficiente, mas quem poderia mudar isso, não está disposto a deixar seus privilégios de lado. A saída para a crise atual está diretamente relacionada com a capacidade de nossos governantes se reinventarem e diminuírem seu peso sobre o setor produtivo, mas esse processo tem se mostrado extremamente lento, o que tem levado, a uma também morosa recuperação econômica”, finaliza Rodrigues.

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