Vendas do comércio de Ribeirão Preto têm queda de -2,59% em abril de 2018

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Ótica foi o único setor que apresentou crescimento com 0,40%; empregos tiveram elevação de 0,11%

As vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram queda de –2,59% em abril 2018, quando comparadas com o mesmo mês de 2017. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 62,4% declararam piora nas vendas em relação ao ano passado, 31,3% disseram que em 2018 foi melhor e, 6,3% que os períodos foram equivalentes.

“Esse resultado demonstra que o consumidor voltou a reduzir seu consumo, pois não percebe uma perspectiva de melhora na economia”, observa o economista Marcelo Bosi Rodrigues, responsável pelo estudo.

Setorial – Com relação aos setores, apenas Ótica apresentou leve crescimento de 0,40% em abril. Os demais segmentos obtiveram resultados negativos. O pior desempenho ficou com Cine/Foto (–5,33%), seguido por Vestuário (–3,69%), Tecidos/Enxoval (–3,58%), Eletrodomésticos (–3,56%), Móveis (– 3,09%), Calçados (–2,18%), Livraria/Papelaria (–1,21%) e Presentes (–1,04%).

Empregos – Com relação ao emprego, o resultado foi levemente positivo. Abril registrou aumento de 0,11% no número de postos de trabalho. Entre as empresas entrevistadas, 95,8% mantiveram seus colaboradores, 4,2% contrataram e nenhuma demitiu.

Eletrodomésticos e Livraria/Papelaria, foram os setores que elevaram os quadros funcionais com 0,61% e 0,42%, respectivamente.

Análise – Segundo Rodrigues, apesar das melhorias no campo econômico, como a redução nas taxas de juros e na taxa da inflação, o cenário geral ainda mostra grande incerteza por parte dos consumidores e impede que a economia decole de maneira mais consistente. “O comércio é influenciado fortemente pelo ânimo do consumidor interno e apesar do empresariado estar realizando grandes esforços para atraí-los, os resultados têm sido desestimulantes. Em ano de copa do mundo, já era esperado uma maior euforia no mercado, porém a descrença na política com a eleição que se aproxima, mantém o clima gelado”, explica.

“As políticas econômicas internacionais intervencionistas recentes dos Estados Unidos elevaram o preço do Dólar, que andava estabilizado, contribuindo com um aumento recente da percepção de piora no cenário econômico”, finaliza.

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